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Museu do Fim das Relações em Zagreb
Publicado em: 01/03/2016

Se por algum motivo você tiver de escolher apenas uma coisa para fazer em Zagreb, vá ao Museu do Fim dos Relacionamentos, ou Museum of Broken Relationships (clique aqui para saber mais). O Cesar tinha lido um texto da escritora Vanessa Bárbara (clique aqui para ler) sobre isso há algum tempo e sempre quis conhecer o lugar. A Silvia num primeiro momento achou que seria chato, mas acabou se surpreendendo.

Claro que visitar o lugar como um casal é um pouco estranho, mas as histórias não são apenas sobre casais, mas sim todo tipo de relação que chegou ao fim. Na prática funciona assim: qualquer pessoa pode contribuir com um objeto – qualquer coisa mesmo – que represente o término da relação e escrever uma pequena história sobre o que aconteceu. Não é garantia que irá para o acervo permanente porque eles recebem muita coisa, mas quem sabe . . .

Tem de tudo um pouco: livros, guitarra, sapato, vestido, um buquê de papel (da própria Vanessa Bárbara), cheque de uma conta conjunta de banco, carta de suicídio – sem dúvida uma das coisas mais emocionantes -, entre outras. O lugar é bem pequeno, mas com certeza vale os cerca de 5 Euros que custam o ingresso por pessoa.

Zagreb
A cidade realmente nos surpreendeu, porque é super interessante e moderna, mas com aquela pegada clássica ao mesmo tempo. Muitos bares e cafés em todas as ruas. De acordo com a guia do free walking tour que fizemos, os croatas são um pouco preguiçosos e gostam de ficar o dia inteiro sentados, bebendo café e jogando conversa fora.

O tour durou mais de duas horas e a Kristina, a guia, foi super simpática e sabia responder absolutamente tudo o que perguntávamos, muito diferente do guia de Liubliana (clique aqui para saber mais).

Uma das partes mais interessantes do tour nem foi sobre a cidade em si, mas sobre a guerra logo após o fim da Iugoslávia no início da década de 90. Estávamos em uma espécie de mirante da cidade, num lugar bem alto de onde é possível ter uma vista privilegiada da parte baixa e da imponente catedral, quando ela começou a contar um pouco da experiência de vivenciar uma guerra.

Mesmo sendo criança e não entendendo muito bem o que estava rolando, ela tem a memória de ouvir as sirenes que indicavam um bombardeio e ter de sair correndo para os abrigos em porões. Deu a impressão de que a guerra marcou bastante a família dela e é um assunto bem emocionante para eles.

O único porém de Zagreb tem sido a comida. Não há nada muito tradicional e muitos restaurantes servem comida italiana. A única coisa bem local é o štrukli, que nada mais é do que uma lasanha – a Silvia adorou e o Cesar achou sem graça.

Por conta disso acabamos fazendo uma coisa bem pouco comum para nós: comer em restaurante estrangeiro. Escolhemos um de comida do Sri Lanka e nos demos muito bem. A comida foi ótima e ainda podemos matar um pouco a saudade de comer arroz.


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