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Turismo em Montenegro é bonito, mas é difícil
Publicado em: 12/03/2016

O sétimo país da nossa grande viagem é Montenegro, e duas coisas resumem bem a nossa experiência por aqui até agora: paisagens incríveis à beira do mar Adriático e um sistema de transporte complicado, para dizer o mínimo.

Como o país é muito pequeno, pouco mais de 600 mil habitantes, optamos por acampar em uma única cidade e conhecer as outras de ônibus, para facilitar o deslocamento e não sofrermos com a falta de estacionamentos para o motorhome. As distância realmente são pequenas, coisa de 20 quilômetros, mas o problema é conseguir vencê-las.

Estamos acampados em um vilarejo chamado Buljarica, a 8 quilômetros de Budva, uma das principais cidades do país. Conversamos com o pessoal do camping e fomos para o ponto próximo do horário que o ônibus deveria passar. Esperamos e nada, quando de repente parou um tiozinho num Escort bem velho dizendo que era táxi e se estávamos indo para Budva, porque a corrida era barata. Abraçamos a ideia e entramos no carro.

Ele até tentou falar algumas coisas em inglês, mas não conseguiu. De alguma forma, ele queria nos levar a outra cidade, chamada Kotor, mas achamos melhor ficar em Budva mesmo. Ao parar, ele escreveu num papel: 25 Euros! Claro que achamos um roubo e falamos que ele deveria nos levar até a polícia, porque estava muito caro. Daí ele foi riscando os valores no papel, 22, 20, 18 e chegou em 15 Euros. Ainda assim achamos muito e continuamos reclamando. Para resolver logo, demos uma nota de 10 Euros e saímos do carro.

Não é nem questão de não querer pagar pelo serviço, mas estava na cara que o tiozinho queria tirar uma vantagem da gente. Depois, descobrimos que o ônibus que o faz o mesmo percurso custa 3 Euros por pessoa. Nossos 10 Euros ainda foram muito, mas tudo bem.

Chegando em Budva fomos direto à rodoviária para tentar pegar um ônibus para Kotor, a 20 quilômetros de distância. Até que foi fácil e barato (3,50 Euros). Kotor é bem pequena e tem um forte em cima da montanha. A chuva – que tem nos acompanhado sem parar durante uns 20 dias – não nos deixou encarar a subida de cerca de uma hora até o topo da montanha. Mas valeu para conhecer um pouco da cidade.

Para voltar ao camping tínhamos de pegar um ônibus sentido Budva e outro para o vilarejo onde estamos. Entramos em um dos ônibus mais velhos que já vimos na vida e foi uma aventura. A ré não engatava e o motorista, além de não usar cinto de segurança, fumou boa parte do caminho – ignorando completamente os avisos de não fumar.

O engraçado é que parece que ele é o dono do ônibus, e não trabalha para uma companhia. Em cada ponto, ele parava, gritava o nome de umas cidades e praticamente pagava para alguém subir. Foi uma cena muito engraçada.

No final das contas, descobrimos que este mesmo ônibus iria até o lugar que precisávamos, e seguimos até próximo do camping com ele.

Montenegro
Tudo bem que foi nosso segundo dia no país, mas chegamos à conclusão de que ele é o menos europeu dos países da Europa. A paisagem é bonita graças ao mar Adriático, mas as cidades não têm nada demais e nem uma arquitetura que lembra outros lugares. Tudo bem que muitas vezes é complicado diferenciar Berlim, Salzburgo ou Zurique, mas Montenegro é outra coisa.

Outra característica bem perceptível é o comportamento das pessoas, principalmente no trânsito. Também diferentemente de outras cidades europeias, as regras já começam a ser um pouco ignoradas, com ultrapassagens em locais proibidos e não é todo mundo que para o pedestre.

Temos mais dois dias por aqui. Quem sabe se não seremos surpreendidos nas próximas cidades.


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