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Trinta dias na estrada - Silvia
Publicado em: 17/03/2016

A primeira coisa que me vem à cabeça é que está sendo muito mais fácil do que imaginava e o tempo passa muito rápido, isso sem contar que ainda nem chegamos nos países mais convencionais (melhores).

Acredito que quando estivermos realmente na Zona do Euro as coisas serão mais fáceis.

É confuso passar por tantos países com moedas e idiomas diferentes, mesmo com as pessoas sempre tentando nos ajudar, mas até nas coisas mais simples a língua é uma grande barreira.

Outra coisa curiosidade é estar em países tão pobres dentro da Europa, como a Albânia por exemplo. Tá na cara que a vida é simples e que talvez eles não vejam tantos estrangeiros. Quando estávamos num ônibus, um grupos de meninos viu a gente conversando em outra língua e arriscaram umas palavras em inglês. Dava para perceber a surpresa estampada na cara deles.

Uma coisa que vem me incomodando muito é em relação à segurança. Nós passamos por países que em princípio espanta qualquer amigo, como a Bósnia, Montenegro (que muitos nem sabem que existe), Albânia e Sérvia. Quanto mais tempo eu passo nesses lugares - considerados por nós perigosos -, mais eu vejo que não existem países muito mais perigosos que o Brasil. E isso me deixa um pouco triste.

Vou falar um pouco do que mais que emocionou: Sarajevo. Assim que entramos na Bósnia, o choque foi grande. Pobreza, sujeira, meu medo sem fundamento e o principal: os sinais de uma guerra tão recente. A partir da fronteira eu vi muitas casas e construções abandonadas, a maioria com muitas marcas de balas nas paredes.

E de repente eu me dei conta: são os tiros. A gente vai seguindo na estrada e a cada quilômetro vou pensando: não é possível, são muitos tiros. A gente já tinha falado sobre a guerra em Liubliana e em Zagreb, mas falar sobre a guerra em Sarajevo é intenso, não só pelas marcas nas paredes, mas a quantidade de cemitérios com as vítimas mortas durante esse período é impressionante.

É tão triste pensar que há somente 20 anos uma atrocidade dessa pode ter acontecido. Vivo pensando agora na guerra da Síria, na quantidade de famílias sendo destruídas…. enfim, foi tão forte que mal consegui dormir na noite em que visitamos Sarajevo.


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