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Viagem para Islândia: dia 10
Publicado em: 03/08/2018

Nosso último dia com o carro começou um pouco triste, porque gostamos tanto da Islândia que não queríamos que a viagem chegasse ao fim.

No caminho de volta à capital fizemos duas paradas muito interessantes. A primeira foi na Lava Cave Vidgelmir, maior caverna subterrânea de lava da Islândia, formada durante a erupção de um vulcão e que ainda está praticamente intacta. É possível ver o caminho que a lava percorreu, a cor e formações rochosas. Caminhando até chegar à caverna foi um dos momentos mais gelados da viagem, por conta da velocidade do vento. O mais interessante foi quando chegamos ao final da caverna e o guia apagou o refletor. É tão escuro, que a retina não consegue regular a visão. De acordo com o guia, se alguém permanecer lá por muitos dias ficará cego. A sensação de não enxergar absolutamente nada não é das mais agradáveis.

As excursões saem do centro de visitas de Husafell, e mais uma vez foi necessário contratá-las, pois não é permitida a entrada sem guias.

A segunda parada foi na Ice Cave. Optamos pela empresa Into the Glacier Tours.

A caverna de gelo, construída para ser um atrativo turístico, fica no segundo maior glacial do país: o Langjokull. Durante o tour, o guia explica os efeitos do aquecimento global e como isso tem afetado as geleiras na Islândia.

Para chegar até a entrada da caverna, no topo da geleira, é necessário um caminhão 8x8 adaptado para encarar o gelo sem derrapar ou atolar. O trajeto dá um pouco de medo porque o carro parece instável, mas é super seguro e a vista é linda.

É um dos passeios mais caros e, depois de entrar nos túneis, fica bem claro o motivo: tudo ali foi construído pelo homem e o custo deve ter sido bem alto. Ao descobrir que o túnel não é “natural”, ficamos pensando o que gera mais impacto naquele ambiente: o aquecimento global ou esse tipo de intervenção direta.

Fim do passeio foi hora de pegar a estrada para devolver o carro em Reiavique. Ficamos no mesmo hotel dos primeiros dias e terminamos a noite brindando com uma cerveja local.

No próximo post, o último da Islândia, o Cesar vai contar como foi surfar nas águas congelantes do Ártico.

De qualquer forma, a Islândia entra na nossa história como um dos melhores passeios que já fizemos. A boa notícia é que encontramos em São Paulo um iogurte muito parecido com o Sky (clique aqui para saber mais), daí dá para matar um pouco a saudade.

 


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