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Primeiro dia no Marrocos: caos e chuva em Casablanca
Publicado em: 09/01/2015

Ela
Primeiro dia é sempre assim: horas de aeroporto, noite mal dormida no avião, o voo em si que não tem nada de agradável e o fuso horário, que sempre me mata (neste caso 2 horas a mais em relação a Brasília). Eu prefiro quando a diferença é para mais, porque quando ocorre o contrário minha recuperação é muito mais lenta. Deve existir uma explicação para isso, mas eu desconheço.

Chegamos em Lisboa após um vôo tranquilo e a espera da nossa conexão foi de 5 horas. Como tem metrô dentro do aeroporto, resolvemos almoçar no shopping Vasco da Gama, que fica no Parque das Nações, a apenas duas estações de distância.

Apesar de ser um shopping, é sempre melhor do que qualquer aeroporto e, para viajantes de carteirinha, se transforma também em desculpa para dar uma escapadinha e ter a sensação de que a viagem começou.

Desembarcamos em Casablanca debaixo de chuva e fomos direto para o hotel. Infelizmente, o trajeto levou mais tempo que o planejado e acabamos cancelamos nossa reserva de jantar, que seria no famoso Rick's Cafe Casablanca, cenário da lendária cena entre Humphrey Bogart e Ingrid Bergman no clássico Casablanca.

O chato foi que não deu nem para dar uma voltinha, porque estava muito frio e chovia bastante.

Ele
Nosso primeiro dia efetivamente em chão marroquino nem contou tanto assim. Chegamos ao aeroporto de Casablanca no final da tarde e não havíamos programado nada de especial. O aeroporto é um tanto quanto caótico, pequeno e com muita gente para pouco espaço. Como contratamos um receptivo para nos acompanhar durante toda a viagem, foi engraçado sair do portão de desembarque procurando alguém segurando uma plaquinha com os nossos nomes. Havíamos combinado com o pessoal da agência, um guia - que descobrimos depois ser mais motorista, na verdade - que falasse português, por indicação da própria agência, já que segundo eles muita gente lá falava português.

Enfim, logo de cara descobrimos que o Ali, o motorista - e guardem bem esse nome porque vão ler muito sobre ele ainda -, não falava patavinas de português e arranhava um espanhol, mas isso não parecia ser o maior problema naquele momento.

Do aeroporto até o Hotel Val d’Anfa levamos uma hora debaixo de uma chuva torrencial e muito trânsito. Não deu para ver muito da cidade no trajeto, mas parecia ser bem organizada, bonita e rica. A primeira impressão do hotel foi de estar entrando em qualquer cenário das Mil e Uma Noites, tapetes e azulejos para todos os lados. O quarto era razoavelmente confortável e o único de toda a viagem com televisão. Descobrimos logo de cara que o Marrocos não está preparado para o frio: o quarto não tinha calefação, somente ar quente insuficiente para deixá-lo agradável, e o banheiro era muito, mas muito frio. A temperatura externa neste dia estava em torno de 7ºC, o que para nós é muito gelado. Outra descoberta é que, em praticamente todos os banheiros, há somente o chuveirinho, o que não é problema nenhum, já que em alguns países da Europa isso é comum. No entanto, no Marrocos, em nenhum destes banheiros é possível fixar o chuveirinho acima da cabeça, por isso, fomos obrigados a fazer um verdadeiro malabarismo para conseguir tomar banho.

Neste dia, considerando o cansaço da viagem, optamos por jantar em um dos três restaurantes do hotel, um bistrô com influência francesa, cuja comida não era nada demais.

A única parte realmente boa foi no dia seguinte: o café da manhã. Mas isso é assunto para o segundo dia do nosso diário de viagem.

Algumas fotos de Casablanca já estão na nossa página do Facebook. Clique aqui para vê-las.


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