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Último dia no Marrocos teve aula sobre islã e ansiedade para ir embora
Publicado em: 09/02/2015

Ele
O último dia no Marrocos foi o que mais gostei, muito mais por conta do guia que nos acompanhou do que pela cidade em si. Marrakesh é uma cidade muito interessante e cheia de contrastes, além de muitos turistas - acho que foi a única onde realmente vimos muitos estrangeiros. Além da medina em si, muito parecida com Fes (clique aqui para ler o post sobre Fes), há bairros fora dos muros com um comércio bombando e um trânsito realmente caótico - de longe o pior da viagem -, com motos acelerando loucamente por todas as ruas.

Nosso guia, Mohamed El Assimi, realmente sabia o que estava fazendo e tinha um conhecimento absurdamente grande sobre a cultura, história, costumes e locais não só de Marrakesh, mas de todo o país. Não sei exatamente como, mas logo no início do dia, entramos no assunto islamismo e não paramos de falar sobre isso até a noite, quando ele finalizou o tour. Muçulmano praticante e orgulhoso da sua religião, Mohamed respondeu a absolutamente todas as perguntas que fiz - incluindo as mais delicadas sobre a situação da mulher no islã e dos extremistas que usam a religião como desculpa para suas barbaridades pelo mundo.

Pela primeira vez na vida tive oportunidade de ouvir sobre islamismo sem intermediários e de alguém que realmente vive aquilo no dia a dia. É claro que o guia puxou a sardinha para o lado da positividade o tempo inteiro, mas ainda assim foi uma verdadeira lição do que de fato é o islã como religião, e não da maneira como é pintado na mídia a partir de atos isolados de alguns radicais. Aprendi sobre as orações diárias, abluções, barba, comida, hijab, niqab e, sobretudo, orgulho de fazer parte de uma cultura milenar e extremamente interessante e profunda, cujo ocidente em geral ignora e generaliza.

Marrakesh em si tem duas, ou melhor, uma coisa muito interessante: a praça Jemaa el-Fna. Durante o dia o bicho pega - literalmente - com encantadores de cobras por todos os lados e camelôs vendendo de tudo um pouco; e à noite o lugar se transforma no maior mercado de comida a céu aberto do mundo, com barraquinhas de fazer inveja a qualquer suposto evento de comida de rua em São Paulo. Escargots vivos, cérebros em bandejas, peixes de tudo quanto é tipo, muito suco de laranja, sopas e pão são apenas algumas das coisas oferecidas aos locais e turistas. As barracas ficam apinhadas de gente e pode-se comer por 1 euro (pão e sopa) ou por 20 euros (pratos mais elaborados com peixes e iguarias marroquinas). O guia nos recomendou não provar nada por questões de higiene, e confesso que não fiquei com muita vontade mesmo porque nada parecia muito limpo e, àquela altura da viagem, estava cansado de comida marroquina.

Como é nosso último post sobre o diário de viagem no Marrocos, a maior dica que posso deixar para quem vai ao país é: faça contato com o Mohamed para ele acompanhar você em Marrakesh! Este link é a página dele no TripAdvisor.

Ela
Mohammed, nosso guia em Marrakesh, era um homem muito culto e educado, o que acabou fazendo toda a diferença no tour. Passamos o dia inteiro andando por ruas na medina e confesso que não fiquei muito impressionada, porque gostei muito mais de Fes.

Numa comparação simples, Marrakesh é Fes multiplicada por 10. Prefiro visitar cidades menores e não foi diferente no Marrocos. Marrakesh, como qualquer cidade grande, é tumultuada e imaginem uma cidade tumultuada na África: é o caos por todos os lados. Também por ser maior, inevitavelmente me sinto mais insegura e, para falar a verdade, não via a hora de chegar o dia seguinte porque finalmente seria o último no Marrocos.

Já estava cansada do cheiro, e quero deixar claro que não é um lugar fedido, mas tudo cheira água de laranjeira, o que nos primeiros dias é exótico, mas no final virou o cheiro da viagem e ainda não sei se gostei tanto assim do Marrocos. É uma pena porque tinha grande expectativa e agora é o último destino na minha lista para retornar.

Enfim, gostei da praça Jemaa el-Fna que visitamos durante o dia e ao entardecer. Durante o dia a praça é ocupada por trailers de suco de laranja, encantadores de cobras e artistas de henna. Ao entardecer a praça lota de barraquinhas de comidas, contadores de história, atores e músicos .

Nos despedidos em grande estilo num restaurante italiano e dormi ansiosa esperando o voo do dia seguinte!


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