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Dicas do que fazer e ver em Lisboa
Publicado em: 23/02/2015

Nem sempre é fácil dar dicas do que fazer em determinados lugares, sobretudo em cidades europeias, como Lisboa, porque a quantidade de coisas para ver e conhecer é absurdamente grande. Nós, em geral, gostamos de andar bastante e visitar museus, além de alguns pontos turísticos e famosos. Em Lisboa não foi diferente, com a exceção de que andar é realmente bem complicado, porque, diferentemente da maior parte da Europa, há ladeiras e escadarias espalhadas em todos os bairros, o que no final das contas acaba sendo um verdadeiro teste para as pernas.

Museu Coleção Berardo
Sem dúvida um dos lugares mais interessantes é o Museu Coleção Berardo de arte contemporânea, que fica em Belém, a 20 minutos do centro de Lisboa. O espaço tem obras de Picasso, Magritte, Modigliani, Pollock, Andy Warhol e outros nomes conhecidos da arte moderna. Vale bastante a visita, sobretudo pelo panorama geral da arte e pelo fato de ser um museu com uma circulação fácil. A vizinhança é muito interessante, com a loja mais famosa de pastéis de Belém e um complexo cultural, com sala de concerto e um museu de arte popular, que não visitamos, além do mosteiro de São Jerônimo e a Torre de Belém, tudo à beira do rio Tejo.

Oceanário de Lisboa


Outro highlight lisboeta com certeza é o Oceanário, instalado no Parque das Nações, a uns 10 minutos da área central. Contra qualquer lógica, ao menos nossa, porque esse tipo de passeio dificilmente entra no nosso roteiro, achamos o lugar incrivelmente legal. O prédio em formato de espiral reproduz os vários ambientes do oceano, por isso a visita começa da parte mais alta e vai descendo até ao fundo do mar. No caminho há pequenos aquários com várias espécies e muita explicação em placas super bem sinalizadas e didáticas. No aquário principal há de tudo um pouco, mas principalmente peixes que chamam mais a atenção, como tubarões e arraias. O engraçado é o fato de virarmos crianças neste tipo de espaço e, a cada peixe que aparecia pertinho, aquela reação automática: nossa, olha lá o tubarão! O preço do ingresso é um pouco salgado, 14 Euros, mas vale a pena.

Bondinhos e metrô
Pode até ser clichê, mas os bondinhos circulando pela cidade é realmente uma das imagens mais bacanas de Lisboa. No centro há linhas para tudo o que é lado e os pontos não são tão fáceis assim de enxergar, mas sempre tem uma placa com o número e itinerário. A linha mais antiga é a do bondinho E28, que liga o centro ao bairro Alfama, por ruazinhas estreitas e curvas fechadas, o que dá um charme - e um pouco de medo - diferente ao trajeto.

Dependendo para onde você vai, o metrô é uma ótima opção de deslocamento. Rápido, barato e fácil de encontrar as estações, ele serve para ir a lugares mais afastados da área central - como o Oceanário - ou para ir do aeroporto até ao hotel onde você ficará hospedado. Qualquer cidade com metrô dentro do aeroporto é um verdadeiro alívio, porque é mais fácil e muito mais barato do que depender de táxi.

Bairros
Não precisamos ficar listando os bairros mais famosos (Alfama, Alto, Baixa, Chiado, Rossio, entre outros) e, com certeza, todos valem uma voltinha para explorar as ruas, comércio, restaurantes, bares e cafés. A dica é: vá até o bairro desejado de bonde ou qualquer outro meio de transporte e, de lá, explore o local caminhando, porque nem tudo está em guias ou sites de dicas sobre a cidade. Como gostamos muito de andar, acabamos encontrando algumas coisas meio sem querer, sem contar que caminhar por bairros mais residenciais dá para ver a vida realmente como ela é nestes lugares, o que é bem diferente de pontos mais famosos e turísticos.

No Alfama, por exemplo, as ruas estreitas são lindas e as paredes com azulejos predominam, sem contar a quantidade enorme de varais nas janelas com roupas coloridas secando. Já no bairro Alto, o movimento durante o dia é quase zero, porque ali funcionam bares e casas noturnas de tudo quanto é tipo. Fomos conhecê-lo durante o dia, pouco antes do almoço, e não havia muita coisa aberta nem pessoas na rua, mas ainda assim ele tem o seu charme e vale a pena passear pelas ruas estreitas imaginando a transformação que o lugar deve passar depois que escurece.

Castelo de São Jorge - ou o que sobrou dele
Se você conhece outros castelos europeus, sobretudo na França, Alemanha ou Suíça, pode riscar este do seu roteiro. O ingresso custa 8,50 Euros por pessoa e há muito pouca coisa para ver na prática, já que a construção não sobreviveu aos anos e conflitos, e é só basicamente os muros principais e poucas alas internas para visitar. Mesmo com o mapa em mãos e algumas informações no folder, não dá para saber muito bem o que aconteceu e se localizar dentro do espaço. Talvez uma visita guiada seja mais interessante e valha mais a pena, mas como não tínhamos programado, ficamos por nossa conta e foi um pouco decepcionante. Como está instalado em um ponto bem alto, dá para ver Lisboa inteira de alguns pontos e o ingresso acaba compensando só pela foto que é possível fazer da cidade.

Pastelarias
Não, você não vai comer pastel em Lisboa, ao menos não o pastel que estamos acostumados nas feiras livres. Pastelaria por lá é o equivalente às lanchonetes e padarias para nós, e há muitas, mas muitas, mesmo em toda a cidade. Não entramos em muitas, mas tivemos uma experiência incrível em uma: tomar um café e comer um pão com manteiga na chapa. Não lembramos exatamente o endereço, mas foi na rua da Conceição, próximo à praça do Comércio. O lugar tinha cara de ser super tradicional e passamos a entender melhor as nossas padarias. Havia somente uma garçonete, de uns 50 anos, um pouco mal humorada, e um homem que parecia ser o proprietário, que ficou o tempo inteiro no caixa. Foi um dos melhores pão com manteiga que comemos na vida, talvez muito mais pela aura do lugar do que pela qualidade em si. Portanto, se estiver em Lisboa, procure uma pastelaria fora das áreas mais movimentadas para tomar um café e comer um pão na chapa, porque além de ser uma experiência gastronômica é uma referência histórica para os brasileiros que gostam de uma boa padaria.


Comentários

First Class Bus • 25/01/2016 às 08:45
Esperamos que as dicas sejam úteis, João Pedro!!!
João Pedro • 22/01/2016 às 22:53
Obrigado por compartilharem

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