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Itamambuca Eco Resort: para fugir do carnaval ou, simplesmente, fugir
Publicado em: 25/02/2015

Passar o carnaval na praia e escapar da folia parece uma tarefa quase impossível no Brasil, mas podemos afirmar que conseguimos. O destino foi Itamambuca, em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, e o culpado - no bom sentido, é claro - pelo nosso sucesso foi o Itamambuca Eco Resort. No final das contas, chegamos à conclusão de que o hotel serve para você fugir de qualquer coisa, e não só da bagunça do carnaval, porque fica bem isolado da cidade, mal tem internet e sobra tranquilidade e natureza para descansar ou simplesmente desligar do dia a dia.

Em geral, o hotel não entrega o que promete pelo preço salgado que cobra, mas ainda assim vale a pena pelo quesito sossego, cuja nota é máxima. Tivemos alguns problemas com o serviço: internet prometida em todo os espaços não funciona direito em nenhum, café da manhã prometido para 7h30 começa pontualmente às 8 horas, serviço de praia (cadeiras, guarda-sol etc) muito lento e super tardio também (começa quase às 10 horas da manhã), entre outros probleminhas.

O quarto também não é o máximo do conforto, mas por estarmos na praia e passar boa parte do dia fazendo outras coisas, não chega a incomodar.

Vale mencionar também a comida: como queríamos realmente ficar isolados da folia, combinamos que não sairíamos do resort durante os cinco dias, por isso, tivemos de nos alimentar basicamente dentro das instalações do hotel. São dois restaurantes (um por quilo e outro a la carte) e dois bares de petiscos, com porções e sanduíches. Nenhum é incrível, mas dá para aguentar por um motivo maior, que no nosso caso era a tranquilidade de não ter de usar o carro. Uma dica: dá para pedir comida de fora e escapar um pouco das opções do hotel.

Para chegar à praia é preciso caminhar uns 10 minutos até o rio Itamambuca e atravessá-lo para finalmente por o pé na areia. O hotel oferece uma espécie de balsa para a travessia, mas nem sempre está disponível, mas, quando a maré está baixa, é possível passar caminhando. O único problema é que a água do rio é extremamente gelada, mas nada tão grave assim e até pode refrescar dependendo da hora, sem contar que já tira um pouco do sal do corpo na volta. O caminho, ainda dentro do resort, até o rio é bem agradável: super arborizado, muitos passarinhos coloridos e uma área preservada de mangue repleta de caranguejos azuis, que estão à beira da extinção. Durante todo o trajeto há placas educativas sobre as espécies que moram por ali.

Itamambuca
A praia é praticamente mundialmente conhecida pelo surf e já foi palco de importantes competições internacionais. No dia a dia, as ondas estão quase sempre lá - é um lugares mais constantes para o surf do litoral brasileiro - e, consequentemente, os surfistas também - é um dos lugares mais cheios. Para quem quer aprender, que era o caso da Silvia, há muitas escolinhas espalhadas pela praia, sobretudo no verão.

A Silvia escolheu a Escola Zecão de Surf, instalada ali há 20 anos, e tocada por um surfista com muita história para contar de quando era profissional e viajava o mundo inteiro atrás das melhores ondas, além de ser um figura super simpática. O bacana das aulas é que são individualizadas e os instrutores conseguem colocar você de pé logo na primeira onda da sua vida - aconteceu mesmo com a Silvia. Nem precisa falar que ela adorou e já está programando outras aulas.

Tirando o surf não há muito o que fazer por lá, além de ficar de bobeira na praia. A água em geral é bastante limpa e não há muitos quiosques ou vendedores, por isso, o ideal é você se programar para levar algo para comer e beber se quiser passar bastante tempo sem sair da areia.


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