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Andando pela Suíça - parte um
Publicado em: 19/03/2015

Temos o hábito de viajar em dezembro, antes do Natal, principalmente para aproveitar preços mais baratos, tanto de passagens quanto de hotel. E foi assim que a Suíça apareceu para nós - conseguimos uma passagem aérea com desconto imperdível num voo direto, o que já é um grande benefício considerando as horas dentro do avião para ir à Europa.

Se tivermos de resumir o que achamos da Suíça, a melhor definição é um país de conto de fadas, em todos os aspectos. O cenário é quase idílico em dezembro, com praticamente todas as cidades repletas de neve, decoração de Natal para todos os lados e a educação e organização que realmente impressionam um brasileiro - é o único lugar que, de fato, o pedestre põe o pé na faixa e os carros automaticamente dão passagem.

Visitamos muitas cidades, porque optamos por alugar um carro e ir viajando pelo país. O roteiro é bem tranquilo, porque como é um lugar pequeno, uma longa distância acaba sendo uns 200 quilômetros, o que não é nada se compararmos com outros países - sem contar as cidades menores no meio do caminho, que vale a parada só para dar uma volta pela área central. Por isso, vamos dividir nossa viagem em dois posts, falando um pouco sobre cada uma das cidades e o que é legal visitar.

Schaffhausen
Essa foi a nossa primeira parada, cuja função foi basicamente estratégica para iniciarmos de fato a viagem no dia seguinte. Por sorte, assim que chegamos ao hotel, começou a nevar e, como bom brasileiros, ficamos igual dois bobos admirando o gelo caindo. Aproveitamos para passear no pequeno centro comercial e comprar os chips de celular (leia aqui as dicas sobre isso). Também já sentimos que o frio seria intenso e o Natal onipresente durante toda a viagem, já que todos os lugares ficam super enfeitados, sem contar os weihnachts markets, feirinhas de Natal, espalhados por diversos pontos de todas as cidades que visitamos.

Um parêntese: essas feirinhas são muito parecidas com uma quermesse de festa junina, onde é possível comer de tudo um pouco - fondue, raclatte, chocolate quente, vinho, chocolate de tudo quanto é tipo, pão de mel e por aí vai -, o que acaba sendo uma tentação absurda, porque o tempo inteiro você está com frio e fome e quer alguma coisa para esquentar o corpo e forrar o estômago. Fecha parêntese.

Jantamos num restaurante chamado Oberhof, de comida tradicional suíça. Foi onde comemos nosso primeiro schinitzel, que é uma carne - o tradicional é de vitela, mas pode ser porco também - à milanesa acompanhada de batatas, fritas ou cozidas. O mais legal foi perceber a grande quantidade de famílias locais jantando num sábado à noite. Como a cidade é bem pequena - 30 mil habitantes - ali parece ser o point do sábado à noite para quem quer um jantar mais sofisticado.

Stein Am Rhein e Zug
Saímos cedo no dia seguinte a caminho da estação de esqui de Engelberg, mas paramos em duas pequena cidades no caminho. A primeira foi a milenar Stein Am Rhein, com vielas e casinhas cheias de afrescos na fachada. Apesar de ser super pequena - umas quatro ruas no centro -, vale a pena a visita, sobretudo por ter a chance de conhecer como vive a população nestes lugares onde há praticamente um único restaurante, padaria e bar, e todo mundo se encontra no mesmo lugar, todo santo dia.

Zug é basicamente a mesma coisa, mas com um centro comercial um pouco mais desenvolvido e moderno, o que não quer dizer que não seja preservado. Taí uma coisa que os suíços conseguem fazer: mesmo lugares super modernos ainda conservam algumas características históricas, seja na arquitetura, afrescos, móveis, decoração etc. Para almoçar, mais comida tradicional: além do schinitzel, provamos o rostï, que parece um bolo de batata recheado, uma delícia.

Engelberg
Chegamos no final da tarde e a estrada que leva à famosa estação de esqui é inacreditável! Cheia de curvas e a paisagem toda nevada. O frio era tanto que até o rio que corta a cidade estava congelado. Ainda não havíamos comido fondue, porque estávamos guardando para essa cidade, o que foi incrível, porque tivemos a oportunidade de degustar o prato mais conhecido da Suíça num hotel instalado no pé da montanha coberta de neve. Diferentemente do Brasil, eles servem o creme de queijo com batatas, picles de pepino e cebola e pouco pão. É uma delícia e só de lembrar dá saudades.

A cidade é uma das mais famosas para a prática de esportes de neve e a estação não é para iniciantes, o que para nós não mudou muito, porque tínhamos apenas um dia lá, e para esquiar ou fazer snowboard eles pedem que a pessoa fique três dias para fazer aulas e tudo o mais. Por sorte, em Engelberg é possível subir até o topo da montanha mais alta para conhecer um glacial. Você precisa pegar três bondinhos até chegar lá, e o último é o único rotativo do mundo, com uma visão de 360º da paisagem.

Na entrada da estação há uma loja na qual é possível alugar todos os equipamentos para a neve, desde roupas até GPS, por exemplo. Nós precisamos apenas de botas para caminhar, porque nossos sapatos não eram preparados para o gelo e já estavam completamente encharcados só da caminhada do hotel até a entrada estação.

Além das pistas, cujo grau de dificuldade é para experts, a estação tem algumas outras atrações para os visitantes, como fazer skibunda ou simplesmente caminhar pela neve fofa - se você conseguir. O frio é extremo e a dica é: vá preparado para isso. Compre segunda pele, casacos e calças para a neve e a bota você pode alugar por lá mesmo, a não ser que queira visitar muitos destinos nevados, daí vale a pena comprar a sua.


Comentários

First Class Bus • 30/03/2015 às 17:54
Olá Quênia.
Ficamos muito felizes que você está gostando.
Muito obrigada por acompanhar.
Quênia Grob • 27/03/2015 às 20:31
Infelizmente não tive como acompanhar suas últimas viagens, mas adorei sabe que terei praticamente a leitura de três livros,sim pois da forma como são descritas sinto como se estivesse lendo deliciosos livros. Adoro a forma como descrevem, pois nos permite viajar junto através da imaginação.

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