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Andando pela Suíça - parte dois
Publicado em: 24/03/2015

Nesta segunda parte da viagem pela Suíça (clique aqui para ler a primeira), vamos continuar falando um pouco sobre as cidades que visitamos. Depois de passar muito frio e ver muita neve em Engelberg, fomos para Lucerna.

Lucerna
A verdade é que, depois de algum tempo passando pelos lugares, tudo começa a ficar um pouco parecido. Talvez pelo país ser muito pequeno, a impressão é que todas as cidades têm as mesmas coisas para se ver, sem contar a limpeza, organização e arquitetura, mas, ainda assim, todas são muito bonitas e valem a visita.

O ponto alto na cidade foi o restaurante Stern. Como até aquele momento havíamos comido em lugares bem tradicionais, desta vez optamos por algo mais contemporâneo, com uma releitura da cozinha suíça, e não nos arrependemos.

O restaurante tem um serviço impecável, com a equipe super bem treinada, e a comida uma delícia. O Cesar optou pelo menu-degustação e veio um pouco de tudo, inclusive uma sopa de rim bovino, que ele não gostou muito. Além das coisas diferentes, tinha batata de tudo quanto é tipo e muita carne de cordeiro, super bem preparada. A sobremesa, claro, muito chocolate em receitas super modernas. Com certeza vale conhecer o restaurante para fugir um pouco do óbvio.

Solothurn
Uma das cidades mais charmosas da viagem, com muitos prédios preservados na área central, cheios de afrescos nas fachadas, fontes de água espalhadas em várias ruas e torres com relógios - estas últimas duas coisas são onipresentes em praticamente todas as cidades, e até onde descobrimos a água é potável e qualquer um pode matar a sede ali. O problema é que estava tão frio, que não deu nem coragem de colocar a mão na água. Além da parte histórica, é uma cidade com bastante movimento de moradores, com um comércio bombando, café e restaurantes cheios o tempo inteiro e muitas lojas de chocolate.

Emmenthal
Sim, esta é a cidade do famoso queijo. Saindo de Solothurn fomos para o vale Emmenthal por uma estradinha de tirar o fôlego. Imagine uma estrada rural, ou vicinal, mão dupla, mas com uma paisagem incrivelmente linda: campos nevados, casinhas com fumaça saindo pela chaminé, algumas vacas pastando e por aí vai. Parece cena de filme. Sem querer descobrimos uma fábrica de queijo, onde foi possível conhecer a produção e degustar os produtos ali mesmo, tudo super fresco. Nem precisamos contar o quão gostosos são os queijos e, por sorte, a fábrica tinha uma restaurante, onde conseguimos almoçar. Na saída, ainda passamos na lojinha e garantimos um pequeno estoque para trazer para o Brasil.

Basel
Esta cidade vale a pena por um único motivo: a Fundação Beyeler. O museu criado por um milionário ligado à arte é incrivelmente legal, com um acervo super variado e interessante, com alguns Picassos, Rothko, Andy Warhol, Francis Bacon, Piet Mondrian, Kandinsky, Robert Rauschenberg e muitos outros grande nomes. O espaço é lindo e lembra - claro que em escala infinitamente menor - Inhotim, em Brumadinho, Minas Gerais. A semelhança é porque o museu foi construído numa área verde, com uma arquitetura super moderna, privilegiando a luz natural e as árvores centenárias do terreno. Apesar do frio, passamos um bom tempo do lado de fora do pavilhão curtindo o jardim. Vale a pena ir para a cidade somente para ver este museu, mesmo que você vá desviar o seu trajeto.

Lausanna
Ou foi azar ou realmente esta cidade não tem muita coisa para fazer. Chegamos debaixo de uma garoa fina e insistente, e um frio de congelar. Tentamos passear no centro, mas foi impossível e acabamos voltando para o hotel. Como tínhamos somente uma tarde por ali, não conseguimos fazer efetivamente nada. Por sorte, jantamos num lugar incrível, chamado L’Indecis, de cozinha francesa. Tivemos uma das melhores refeições de toda a viagem e o Cesar diz que foi o melhor pato que já comeu na vida, fora uma salada muito boa de entrada, de folhas verdes, e um pão artesanal para acompanhar.

Gruyere
Outra cidade com nome de queijo, onde obviamente ele é o protagonista. Mas, além da farra gastronômica, é um lugar bem interessante, porque a vila em si tem apenas uma única rua, que acaba em um castelo medieval. A construção é extremamente bem preservada, sinalizada e fácil de visitar - muito diferente do castelo de São Jorge, em Lisboa (clique aqui para ler). Depois da visita ao castelo, fomos almoçar num minúsculo restaurante onde comemos o melhor fondue da viagem e experimentamos queijos e pães, cujos sabores e aromas estão vivos até hoje na memória. Apesar de ser super simples, foi uma verdadeira experiência gastronômica.

Zurique
Nos hospedamos num hotel muito bacana, localizado no centro histórico, chamado Adler. A construção é do século 16 e ainda tem uns afrescos no interior. O hotel tem um dos melhores restaurantes de Zurique, o Swiss Chuchi, com receitas maravilhosas de fondue, rösti e raclette. Por estar muito bem localizado, percorremos todo o centro da cidade antiga a pé. Visitamos o Kunsthaus, museu de arte moderna, nos perdemos nas ruas charmosas e sentamos à beira do rio Limmat para curtir a paisagem e o frio.

Só utilizamos o transporte público quando fomos visitar o Zürich West, um complexo comercial instalado numa antiga região industrial debaixo de um viaduto, que se tornou o lugar mais badalado de Zurique. São lojas de design, bares, restaurantes, mercados e cafés.


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