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Três bons restaurantes em Madrid
Publicado em: 15/05/2015

restaurante80grados

A gente gosta mesmo de comer e beber. E nada melhor do que fazer isso durante as viagens. Sempre reservamos alguns restaurantes imperdíveis para garantir que teremos a oportunidade de conhecê-los, mas também gostamos de andar e escolher ao acaso, e, às vezes, quando encontramos pessoas bacanas que moram nas cidades onde estamos também pedimos algumas indicações.

Em Madrid, começamos com o pé direito. Estávamos numa loja que tinha uma vendedora muito simpática que nos indicou um restaurante no centro para almoçarmos, o Serafina. A grande vantagem deste lugar foi o almoço executivo, cujo preço 11 Euros, incluiu entrada, prato principal, sobremesa e água. A comida é tradicional espanhola e muito boa. O Cesar provou uma sopa com arroz e camarão e lagosta (que no Brasil não custaria 11 Euros em hipótese alguma por conta do tamanho do camarão) de entrada e depois comeu um steak com fritas que, apesar de não 100% tradicional espanhol, estava muito bom. As sobremesas deixaram um pouco a desejar, um pudim e um bolo com cobertura líquida de chocolate, mas no final das contas o lugar é interessante e vale pelo custo benefício.

restauranteserafina tabernadnorte

80 Grados
Outro restaurante muito bom que descobrimos sem querer foi o 80 Grados, praticamente do lado do nosso hotel. Poucas vezes estivemos em um lugar tão cheio, com gente esperando mesa em absolutamente todos os espaços do restaurante. Por sorte, temos o hábito de jantar super cedo, então quando o restaurante abriu as portas, já estávamos lá esperando, por isso conseguimos mesa.

O lugar é uma delícia, mesmo não sendo um restaurante propriamente dito. São apenas tapas, pequenas porções para dividir e um serviço super rápido. Você pede alguma coisa e dali dois minutos estão servindo. Tomamos um vinho produzido em Madrid, blend de merlot, cabernet e tempranillo, muito bom. O Cesar provou um patê de foie gras com Pedro Ximénez, um vinho super comum na Espanha. O foie foi preparado de um jeito que parecia estar queimado, dando um toque bem diferente ao prato, uma das coisas mais gostosas que ele já comeu.

Depois pedimos croquetas de boletus, que é um tipo de cogumelo, também super saborosas. Taí uma coisa que os espanhóis fazem bem: fritura. Seguimos com um hambúrguer, que foi servido com cebola, rúcula e queijo num pão ciabata. Outra delícia, porque além de a carne estar ótima, a combinação com um tipo de pão nada comum para este tipo de sanduíche acabou funcionando perfeitamente bem. Para fechar pedimos uma prensa de ibérico, que era tipo um sanduíche aberto de jamón, com rúcula e cebola frita super crocante, quase um crisp.

De sobremesa aceitamos a sugestão da garçonete (muito simpática, aliás. Verdade seja dita: até aquele momento uma das únicas pessoas simpáticas que nos atendeu), uma espécie de mousse de chocolate, com variedade amarga e branca, e um sorvete, tudo num pote de vidro fundo, uma delícia.

restaurante80grados restaurante80grados

Gostamos tanto que reservamos uma mesa para o jantar do dia seguinte, e mais uma vez comemos super bem.

Já comentamos que gostamos de provar hambúrgueres diferentes durante as viagens e lá fomos nós novamente. Talvez não tenhamos feito a melhor escolha, mas o Steak and Burguer até que foi razoável. O sanduíche não tinha nada demais, mas ao menos o hambúrguer parecia ser feito ali mesmo, com um tempero gostoso e tamanho na medida.

Taberna Dnorte
Mas vamos voltar à programação normal. Outro restaurante que com certeza vale a pena conhecer em Madrid é a Taberna Dnorte, super tradicional da culinária espanhola. Começamos com batatas bravas e croquetes de jámon, tudo ótimo. Assim como em Portugal, mas não tão famoso, o bacalhau é onipresente nos cardápios desta região da Espanha, por isso, o Cesar optou por prová-lo. O prato era uma posta bem generosa empanada e servida com batatas e pimentão ao forno. Parecia um pouco uma bacalhoada, talvez pelo azeite e ter sido preparado no forno. Apesar de ser remissivo, a qualidade do bacalhau era muito maior do qualquer bacalhoada do Brasil. Estava super suculento e o tamanho da posta é daquela que custa uma pequena fortuna por aqui.

Outra coisa boa foi o preço, principalmente do vinho, cuja taça custa 3 Euros em média. Por mais bobo ou ineficaz que seja a comparação, em hipótese alguma tomaríamos um vinho nem perto desta qualidade no Brasil pelo equivalente a pouco mais de 10 reais. Em qualquer restaurante cujo vinho em taça é razoável em São Paulo, o preço geralmente é acima de 30 Reais.

Na verdade esta foi a impressão geral dos restaurantes em Madrid: a comida é bem barata, com pratos custando em média 10 Euros, e cervejas e vinhos não passando de 3 euros.


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