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Caminhando pela história de Sevilha
Publicado em: 09/06/2015

Sevilha foi uma das cidades mais interessantes que visitamos no roteiro pelo sul da Espanha. O ar de cidade grande combinado ao super preservado centro histórico dá um charme único ao lugar, e para ajudar ainda chegamos no primeiro dia da “Feria”, uma tradicionalíssima festa de primavera. Num primeiro momento não entendemos o que um bando de charretes estavam fazendo bem no meio da cidade, criando um congestionamento quase paulistano. Além do tráfego, o comércio também estava funcionando em horários alternativos, e demoramos um pouco nos adaptarmos a tudo.

A população realmente gosta da festa: boa parte sai de casa extremamente bem vestida, com as mulheres e meninas com vestidos rabo de peixe coloridíssimos, colados no corpo e com direito a leques e arranjos florais nos cabelos; e os homens em seus trajes de cavaleiros. Não visitamos a festa em si, porque de acordo com o pessoal do hotel não havia muito para ver se você não tivesse comprado um camarote, tipo no esquema do carnaval do Rio de Janeiro. Depois, um guia no explicou que não é bem assim, mas de qualquer maneira optamos por ficar andando pela cidade.

Sevilha também serviu para a nossa estreia com o pessoal do Walking Tours, da Feel the City Tours. Eles saem diariamente de um ponto de encontro e fazem um passeio caminhando pelos principais pontos do centro antigo, tudo isso de graça - mais ou menos na verdade, porque no início eles explicam que são freelancers e que sobrevivem de gorjetas, então você acaba deixando alguma coisa. O passeio básico dura três horas, caminhando por ruas que você jamais iria se estivesse sozinho. Outro ponto legal é que eles contam muitas histórias de bastidores e fofocas históricas sobre personagens importantes da Espanha.

O primeiro tour que fizemos foi pelo bairro de Santa Cruz, este custou 10 Euros por pessoa. Passamos por todo o bairro judeu e muçulmano, com direito a muita citação a Don Juan, mostrando bares e hotéis para onde ele levava as mulheres. A história mais bacana do bairro é a casa onde morava uma família de judeus, cujo pai tentou organizar uma revolta contra os católicos, mas foi traído pela própria filha. Reza a lenda que a moça, depois de o pai ser morto graças a ela, nunca mais saiu da casa, que ainda está no mesmo lugar, praticamente intacta.

O segundo tour foi o gratuito, cujo percurso é maior e o guia conta um pouco da história geral da cidade. Duas informações muito interessantes sobre Sevilha: foi uma das cidades mais importantes da Europa por conta do comércio, graças ao rio Guadalquivir; e num prédio, onde atualmente funciona a prefeitura, está guardado o original do Tratado de Tordesilhas, que de acordo com o guia não é possível ver.

Assim como em muitas outras cidades que visitamos, a catedral foi construída em cima de uma mesquita, cujos minaretes ainda se misturam às torres. A maior torre, de 47 metros de altura, é possível visitar. Se não fosse pelo guia, com certeza pensaríamos que a rampa de acesso é um grande avanço da acessibilidade, mas não tem absolutamente nada a ver com isso.

Na época em que era mesquita, o imã tinha de subir cinco vezes por dia para fazer a oração, e 47 metros de escada não são nada fáceis. Daí, construíram o acesso por rampas para que um cavalo pudesse levá-lo todas as vezes.


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