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O que fazer - e o que não fazer - em Barcelona
Publicado em: 29/06/2015

sagradafamilia

Sabemos que é o que todo mundo espera ao ler um texto sobre Barcelona, mas é impossível não começar falando da Sagrada Família. Descobrimos que era possível comprar as entradas online com antecedência, o que garantiu a nossa visita, porque o dia inteiro o lugar fica lotado de gente, sem sucesso, tentando comprar o ticket na entrada. Não somos necessariamente grandes fãs de arquitetura ou igrejas, mas não tem como ser indiferente à obra inacabada de Gaudí. Demos sorte também de ficar hospedados num hotel literalmente na esquina da igreja: bastava virar uma rua e lá estava ela.

Tudo é extremamente grandioso e rebuscado de detalhes, desde as torres externas ao piso. O Cristo crucificado é todo estiloso - por mais estranho que isso pareça. Nunca vimos nada parecido e a igreja realmente é uma obra de arte incrível. Os guindastes do lado de fora com certeza atrapalham as fotos, mas até essa história de ser uma obra inacabada dá um charme ou uma aura diferente ao lugar. Saber como Gaudí morreu também é interessante: um belo dia ele estava visitando a obra e foi ao lado de fora para olhar alguma coisa. Daí, estava na rua olhando para a igreja quando veio um bonde e o atropelou: puta ironia do destino.

Conhecer a igreja vale cada euro gasto com o ingresso - 19,50 - porque não é nada barato se compararmos com os outros. Entrar na Sagrada Família é realmente pura magia e é impressionante a energia do local, os detalhes arquitetônicos, a luz que entra pelas frestas . . . Só visitando para entender, porque fica difícil de explicar.

Dica importante: compre a entrada com antecedência. (informações aqui)

sagradafamilia

Acabamos pegando outro feriado na Espanha, o que complica um pouco a programação e o roteiro. É bem chato estar numa cidade durante qualquer feriado, porque acabamos perdendo um dia e a impressão é que não aproveitamos tão bem quanto gostaríamos.

Também fizemos o Walking Tours pelo centro antigo e pela rota moderna, que passa pelos principais prédios da cidade, incluindo a Casa Milá e a Casa Batló, de Gaudí. Além disso, mais uma vez, o tour guiado nos levou a lugares que com certeza passaríamos batido em qualquer outra ocasião, simplesmente por não saber o que aconteceu por ali. As ruas do centro antigo, estilo medina marroquina, escondem verdadeiros tesouros históricos, restaurantes super pequenos de famílias e outras preciosidades que a maior parte dos turistas deve passar batido por ser escondido e não ter sinalização informando onde estão.

Museu Picasso
É talvez o segundo ponto mais visitado de Barcelona. Outro lugar que é indicado comprar as entradas com antecedência e hora marcada, para evitar filas gigantes ou nem conseguir entrar no mesmo dia. A coleção é enorme e passa por todas as fases do artista. No entanto, depois de ver Guernica é impossível não achar que todo o restante é meio sem graça. Demos sorte de estar rolando uma exposição de Picasso e Dalí juntos. O bacana é que fizeram uma seleção de obras dos dois para comparar a evolução e o trabalho, desde quando se conheceram e começaram a conversar sobre arte. Muito legal ver os quadros lado a lado e perceber o caminho que cada um escolheu. O museu é pequeno, mas vale a pena a visita para ter uma boa noção da obra de Picasso, sobretudo as fases iniciais e o quanto ele evoluiu no sentido de técnica e identidade própria.

barcelona

Fundação Miró
É engraçado estar num museu exclusivo de um artista, mas gostar bastante das obras de outros que estão lá. O Cesar, por exemplo, achou os móbiles do Alexander Calder muito mais interessantes. As peças estão ali porque os dois eram grandes amigos e foram doadas à fundação. Para chegar ao museu, dependendo de como você for, é preciso disposição, porque ele fica numa das partes mais altas de Barcelona, com ladeiras super íngremes para subir andando. A fundação é muito legal, com muitas obras de Miró, em salas super bem divididas. Algumas séries cujo azul é a cor principal e os quadros de grande formato são os mais interessantes.

Presenciamos um momento vergonha alheia no museu: uma família francesa entrou com um cachorro pequeno dentro de uma bolsa e ficavam tentando esconder o bicho para os monitores e seguranças não verem, mas não adiantou. Chegou uma hora que alguém viu e pediu para eles saírem, e o pessoal ainda queria arrumar confusão, falando que não havia nenhum problema em ter um cachorro ali.

Macba
O Museu de Arte Contemporânea de Barcelona é um prédio super moderno e enorme no centro da cidade. Na frente, tinha uma galera andando de skate e muita excursão de escolas, desde os pequeninos até adolescentes mal educados e sem vontade nenhuma de estar ali. No hall, haviam uns puffs e sofás enormes, dominados pela molecada dormindo. O museu em si não tem nada demais, sem nenhum grande quadro de artistas super famosos, mas haviam algumas obras bem interessantes, sobretudo de espanhóis. Estava rolando também uma exposição que tentava recriar uma outra exposição ocorrida em Beirut, na década de 70, em apoio a criação de um Estado Palestino. Tinham documentos, cartazes e fotos super legais da época, contando a importância de diversos artistas, não só árabes, terem feito parte da mostra, cujo cunho foi muito mais político do que artístico.

Parc Güell
Esta foi a não visita em Barcelona. Assim como os outros lugares, os ingressos são vendidos com antecedência para você agendar o horário da sua visita. Pensamos que, como o parque é gigante, não teríamos problema ao chegar e conseguir entrar, no entanto, só haviam ingressos para as 16 horas, e chegamos por volta das 10 horas. Como nosso roteiro era apertado, infelizmente não conseguiríamos voltar. Apesar de não ter conseguido entrar, é possível dar uma volta na parte aberta e ver algumas construções de Gaudí.

barcelonawalkingtours

Show do Morrissey
Outra atração frustada foi o show do Morrissey na Sala Razzmatazz. Chegamos ao lugar bem cedo e a fila já dobrava o quarteirão, o que era indício de alguma coisa. Já assistimos a outros shows em países europeus e foi super tranquilo em relação à estrutura e organização. Entramos no lugar e estava bem escuro, com um pé direito claustrofóbico e apinhado de gente antes mesmo de o show começar. O banheiro, de longe, foi o mais sujo e fedido das nossas vidas, ganhando até de posto de gasolina de beira de estrada. Não achamos nada justo pagar 60 Euros num ingresso e ter uma estrutura como essa.

Em resumo: depois de uma hora de show e a impossibilidade de encontrar um lugar minimamente confortável para assistir, acabamos indo embora. Ficamos bem decepcionados por não conseguir assistir ao show e também pela falta de estrutura do lugar. Para nós, é um lugar para não visitar.


Comentários

First Class Bus • 20/07/2015 às 15:44
Pois é, Ludmila. A expectativa era enorme, mas infelizmente o lugar realmente não é nada apropriado para show deste tamanho. Por sorte Barcelona é uma cidade incrível e ainda conseguimos ver esta exposição!!!
Ludmila Santos • 20/07/2015 às 10:50
Que pena que o show do Morrissey não foi bacana... Mas valeu pela exposição de Dalí e Picasso, hein? Queria muito ter visto...

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