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Roteiro de dois dias em Lima
Publicado em: 27/07/2015

Tínhamos dois dias em Lima, e o roteiro estava bem apertado para dar conta de ver e fazer tudo. No primeiro, graças à manifestações populares no centro, acabamos passeando apenas pelo bairro Miraflores, onde ficamos hospedados. Nosso receptivo na cidade, o Amarildo, da agência Inti Tours, foi quem nos deu as principais dicas sobre o que fazer na cidade.

Dia 1
Manhã
Após tomar café da manhã, seguimos para Huaca Pucllana, uma ruína inca de mais de 1.600 anos. O bilhete custa 12 soles (equivalente a 12 Reais) e dá direito a fazer uma visita guiada, de mais ou menos uma hora. É legal porque a guia conta que o local foi construído à mão e é tudo de barro. Tem tipo uma pirâmide, mas não triangular, como as do Egito. Ela é plana em cima, porque os incas construíam como templos. Dentro deste sítio arqueológico tem uma parte com os animais, com uma lhama, o cui - porquinho da Índia -, pato e alpaca, o que é meio bizarro, mas é maneira como eles contam um pouco de como era a vida naquela época.

Saindo dali, a uns dez minutos de caminhada, é possível chegar ao Inka Market, que é basicamente um espaço cheio de lojinhas com artesanato inca. Tem de tudo um pouco: blusas, gorros, lhamas de pelúcia e por aí vai. O lugar estava bem vazio e o assédio dos vendedores é bem forte, porque fazem de tudo para você entrar e comprar alguma coisa. Os preços não eram muito convidativos: uma camiseta para criança, por exemplo, destas de souvenir, estava em média 40 Soles (equivalente a 40 Reais), o que consideramos um pouco caro. De qualquer maneira, o lugar vale a visita para conhecer um pouco deste comércio.

Almoço
Havíamos lido uma matéria no jornal O Globo (clique aqui para ler) sobre alguns restaurantes na cidade e escolhemos o Manifesto, que também fica no bairro Miraflores. O lugar tem uma decoração bem moderna e nteressante, e o cardápio é variado, com peixes, pato, frango e carnes. Dividimos um bolo de milho um pouco doce, chamado pastel, com aji amarelo e uma farofinha de azeitona preta. Sabores bem diferentes e interessantes, vale a pena para provar. Para beber as opções eram ótimas, incluindo cervejas artesanais locais. O Cesar tomou uma pale ale da Magdalena, muito boa, equilibrada e saborosa, além de super aromática, e uma porter da Barbarian, também super equilibrada e bem produzida. De sobremesa dividimos um creme de queijo com morangos confitados e um crisp de cookies, que estava incrivelmente equilibrado, textura e acidez na medida certa, uma delícia. O garçon foi super atencioso e ficou empolgado sobre cerveja, porque percebeu que o Cesar conhecia o assunto e ficaram conversando sobre isso. O chef do restaurante, Giacomo Bocchio, também foi até a nossa mesa para perguntar de onde éramos e conversou um pouco, uma pessoa muito simpática.

Tarde
Saindo do restaurante fomos caminhando rumo ao Pacífico. É impressionante o paredão rochoso natural que segue por todo litoral em Lima. A vista de cima é bem legal, e para dois surfistas (quer dizer, um surfista e meio, já que a Silvia ainda é iniciante ) é surreal ver as ondas alinhadas vindo em direção à praia. Quando o Cesar viu que tinha um pessoal surfando, ficou morrendo de vontade e correu para procurar um lugar que alugasse equipamento e roupa. Por ali há várias escolas de surf, que também alugam pranchas para os turistas por 30 Soles (prancha e roupa de neoprene). O Cesar diz que foi a água mais fria da vida dele, fora o vento bem gelado. Como o lugar é um point break (praia com fundo de pedra) a onda é super longa e dá para se divertir bastante. Mesmo para quem não surfa, vale a pena ir até a praia e ficar ali curtindo um pouco.

Jantar no Astrid Y Gaston
Clique aqui para ler.

Dia 2
Manhã
Fomos conhecer o centro histórico da cidade. Visitamos o Museo Del Banco Central de Reserva del Peru, que além de coleções de moedas e cédulas, tem uma parte bastante rica sobre a história de povos incas e pré-incas, com peças de cerâmicas, linhas do tempo e muito material explicativo. Como estávamos com guia, a experiência deve ter sido mais completa, porque ele conseguia ir além do que estava ali escrito, o que foi muito legal para aprendermos um pouco mais sobres estas civilizações.

Caminhamos bastante pelo centro, que foi praticamente todo reconstruído após um terremoto no século 18. Uma coisa muito legal é que todas as lojas, bancos, restaurantes e lanchonetes precisam ter a fachada com o nome e logo em preto, para manter uma identidade visual menos agressiva. O curioso é que a maioria das lojas só abre às 11 horas, então estava tudo fechado, mas as ruas lembram um pouco o centro de São Paulo.

Visitamos também a basílica Nossa Senhora das Mercedes, com um crucifixo enorme de prata, o que aparentemente é uma das coisas que os peruanos acham mais legais, porque o guia não parava de falar sobre este crucifixo.

Como é bastante coisa para ver, o tour pelo centro durou até as 14 horas.

Almoço
O Cesar havia combinado uma visita ao Barranco Beer Company, um brewpub bem parecido com a Cervejaria Nacional, em São Paulo. Como era hora do almoço, aproveitamos para comer por ali também. As cervejas são ótimas e com receitas super bem elaboradas. Tinham sete estilos, mais uma que eles fazem um blend entre a pilsen e a red ale. Quem nos acompanhou foi o administrador do lugar, um peruano meio carioca, que vem ao Brasil desfilar pela Mangueira no Carnaval. A fábrica é pequena e tem capacidade para 18 hectolitros por mês.

A cerveja é bem barata: 70 ml custam o equivalente a 2 Reais, o que é legal e você consegue provar todos os estilos.

Para comer é basicamente petiscos e porções, que vão muito bem com as cervejas. Comemos frango empanado e a coisa mais gostosa foi o choripan, que é muito parecido com o nosso pão com calabresa vendido em quermesses ou feirinhas.

Jantar no Central
Clique aqui para ler sobre a nossa experiência.


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