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Jantar no Central de Lima: o terceiro melhor restaurante do mundo
Publicado em: 03/08/2015

Consistência. Esta é a melhor palavra para descrever o jantar que tivemos no restaurante Central, em Lima, considerado pela revista Restaurant o terceiro melhor do mundo. Diferentemente do Astrid Y Gastón (clique aqui para ler a nossa experiência), o chef Virgilio Martínez quer que a estrela da noite seja a comida e somente ela, por isso, não há passagem estratégica pela cozinha para fazer fotos, garçons explicando sobre decoração e outras pirotecnias utilizadas pelo seu conterrâneo Gastón Acurio.

Depois da quantidade absurda de comida da noite anterior, optamos pelo menu-degustação mais curto, com 11 pratos muito bem harmonizados com quatro vinhos. Talvez a expectativa tenha um peso muito grande quando visitamos estes lugares, e não se espera nada além do incrível para um restaurante tão falado e comentado. Na prática, não foi a melhor experiência gastronômica de nossas vidas, mas também está muito longe de ser esquecível.

A constância de sabores é muito bem pensada nos 11 pratos, porque não há grandes rupturas ou transições bruscas entre um e outro. Tirando a última carne que foi servida, que parecia um músculo ou acém, todos os demais seguiam uma linha muito sutil de sabores, quase inofensivos, o que deve ser muito mais difícil de cozinhar. No Central, a simplicidade é tão grande que torna tudo ainda mais saboroso, e eleva o ditado do menos é mais a outra categoria.

Se vale a terceira colocação como melhor do mundo é outra história, até porque falamos muito sobre isso durante o jantar: o que, de fato, diferencia o primeiro, do segundo para o quinto, por exemplo. É tudo muito subjetivo e, claro, político quando o assunto são essas listas. Optamos pela simplicidade: seja qual for a posição no ranking, se tivermos a oportunidade de conhecer um restaurante X, basta gostar ou não da comida. E só.

O Jantar
Novamente o pessoal foi bem atencioso em relação às restrições da Silvia, que ficou com um pouco de medo logo no primeiro snack, porque aparentemente tinha caracol como um dos ingredientes - e ela não mencionou que também não come. Mas conseguiu apreciar a comida e correu tudo bem. Muitos pratos são ácidos e azedos, mas de uma maneira muito gostosa. O primeiro snack, inclusive, dava a sensação de estar chupando um limão, porque dá água na boca e vontade de continuar comendo.

As coisas mais simples foram as mais incríveis: um pão de coca, com um forte sabor de mato, que a princípio é estranho, mas logo na segunda mordida é incrível, e o chocolate e a quinua.

Outras coisas dignas de menção: uma folha de alface com uma textura incrivelmente diferente, crocante e gostosa, servindo de cama para vieiras. O sabor do alface é indescritível, porque é apenas um alface, mas parece algo fora do normal.

Uma outra folha chamada yacón, que também tem um tubérculo, foge completamente do que estamos acostumados: como uma simples folha pode ser tão saborosa, mesmo lembrando um aroma de uma folha qualquer de árvore.

Os demais pratos seguiram mais ou menos a mesma linha: ingredientes amazônicos e muita sutileza de sabores e ingredientes desconhecidos para nós.

O menu-degustação de 11 pratos harmonizados com quatro vinhos custa 450 Soles por pessoa (equivalente a 450 Reais).


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