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Cusco, mal de atitude e Vale Sagrado dos Incas
Publicado em: 10/08/2015

Já deve estar claro que temos medo de voar (clique aqui para ler). Chegar a Cusco de avião é um verdadeiro teste, porque a cidade fica num vale rodeado de montanhas bem altas e o avião precisa fazer uma curva bem fechada para pousar. É tenso ver o aeroporto lá embaixo e, de repente, o avião começa a descer e virar . . .

Passado o susto do avião, a primeira coisa que pensamos foi sobre a altitude. Por garantia, havíamos tomado a soroche pills antes de pousar. Soroche é o nome do mal de atitude e também deste remédio que promete minimizar os efeitos. É possível comprar a pílula em Lima. Uma dica: procure uma farmácia que venda por unidade, senão vão querer empurrar uma caixa inteira e você não vai usar tudo. A recomendação é tomar uma por dia para evitar problemas.

Assim que saímos do aeroporto começos a sentir uma sensação estranha. A questão é: sentimos mesmo ou era algo mais psicológico pensando que tínhamos menos ar para respirar? Enfim, não foi nada extremo e continuamos seguindo as orientações gerais: descansar antes de sair caminhando, fazer uma refeição leve e tomar chá de coca. O que de fato acontece é que as coisas parecem estar em câmera lenta e tudo fica meio devagar, mas tirando isso não tivemos grandes problemas com a altitude.

Cusco
A cidade é bem legal e lotada de turistas. A impressão é de que está todo mundo ali meio de passagem, porque o grande destino é realmente Machu Picchu, mas enquanto estão por ali tentam se divertir. Acaba sendo um lugar cheio de gente jovem e muitos bares e hostels. Para conhecer, vale bastante a pena a Plaza de Armas, principalmente no final da tarde, quando fica cheia de gente. Aproveite para tomar um café, ou chá de coca, num dos bares que circundam a praça. Quase todos têm uma varandinha e é possível ficar ali só observando o movimento. Há também a Plaza San Francisco, menor e com menos gente.

O museu mais visitado é o Arqueológico de Qoricancha, que conta um pouco da história dos incas e, em teoria, preserva pedaços originais de construções antigas. Não conseguimos visitar o Mercado Central de San Pedro porque estava em reformas, uma pena.

Para comer, além da enorme quantidade de lugares com ofertas bem baratas - entrada, prato e sobremesa por 30 Soles -, tem também um restaurante do Gastón Acurio, chamado Chicha. Os preços sobem um pouco - média de 50 Soles um prato principal -, mas a qualidade é ótima. É obrigatório fazer reserva, porque o lugar é pequeno e, aparentemente, todos os turistas querem jantar ali.

Vale Sagrado dos Incas
Foi um dos dias mais cheios da viagem. Optamos por conhecer as cidades que compõem o Vale Sagrado de excursão, por isso, saímos do hotel às 7 horas e só voltamos às 19 horas. Uma das coisas mais engraçadas foi a nossa guia, a Ema. Ela era bem acelerada e ficava repetindo loucamente o nome dos lugares, de uma maneira meio cantada. Todo mundo no ônibus se divertiu com isso e ficava repetindo os nomes . . .

Conhecemos as cidades de Pisaq, Urubamba, Ollantaytambo e Chincheros. Apesar da comodidade de estar em excursão, tem também a parte meio chata, de parar em lugares estratégicos para mostrar artesanato local e outras coisas, sempre com uma forcinha para comprarmos algo.

Os lugares em si são um pouco parecidos: ruínas incas em montanhas. Aqui a altitude é um grande problema, porque você tem de subir vários degraus super rápido e o fôlego começa a diminuir. A quantidade de turistas também complica um pouco, porque são caminhos super estreitos e tem gente indo e vindo sem parar, geralmente grandes excursões. Daí, nas paradas para explicações é uma bagunça completa, porque todos os guias estão falando ao mesmo tempo em vários idiomas e ninguém entende nada.

Em um dos sítios arqueológicos provamos o melhor milho cozido de nossas vidas. Estava sendo vendido na rua, por umas tiazinhas, e é enorme e extremamente saboroso, bem diferente do que estamos acostumados no Brasil.

De todos os lugares que visitamos, Chincheros é um dos mais legais, porque ainda preserva alguns costumes de antigas vilas incas. Visitamos uma plantação de batatas e tivemos sorte de ver o sol indo embora nas montanhas, uma cena incrível.


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