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Histórias de viagem: perdi meu óculos na Turquia
Publicado em: 11/08/2015

turquia-bergama

A partir deste post vamos publicar algumas histórias que já aconteceram conosco durante as viagens, que nem sempre estão nos outros textos. Já passamos por situações engraçadas, tensas, curiosas e por aí vai, por isso achamos bacana compartilhar algumas com vocês nesta nova seção do blog, a Histórias de Viagens. Quem estreia o espaço é o Cesar e sua aventura atrás de um óculos na Turquia.

Sou uma pessoa extremamente dependente de óculos ou lentes para enxergar. Além de miopia e astigmatismo, tenho apenas 25% de visão no olho direito, então imaginem a situação se eu ficar sem nenhum tipo de lente corretiva. Em Pérgamo, atual Bergama, na Turquia, aconteceu esta tragédia.

Estávamos visitando umas ruínas no alto de uma montanha, cuja acesso é feito por meio de uma mistura de bondinho com teleférico. Neste dia, ventava muito e tinha certeza que os cabos não aguentariam a gente e o bondinho, porque o negócio balançava loucamente. Posso não ser a pessoa mais valente do mundo, mas o vento fazia tanto barulho e o balanço era tão grande que foi bem difícil chegar até ao topo - como se houvesse opção, né? A única coisa que pensava era na volta, porque se sobrevivesse na ida não tem como descer de outro jeito, então . . .

Estava usando óculos escuros - com grau - e meu óculos de grau estava no bolso da camisa. Inclusive tenho uma foto nas ruínas que dá para ver os óculos no bolso. Foi a última vez que ele foi visto. Depois do pânico para descer de bondinho, chegamos ao hotel e, do nada, me dou conta que perdi o óculos, provavelmente por conta do medo. Não usava lente e também não levei um reserva, muito menos a receita para fazer um novo. Neste momento imaginei que a viagem havia acabado, porque estávamos há dois dias na Turquia, de uma viagem de 16 dias. Sem contar que a cidade era muito pequena, uns 20 mil habitantes, e dificilmente conseguiria resolver o problema.

Lembrei que na rua atrás do hotel tinha uma ótica, mas era domingo e certeza que estava fechada, sem contar que, mesmo se estivesse aberta, o que eu poderia fazer? Por sorte - ou ajuda divina - a gerente do hotel era americana e topou nos ajudar. Foi ela que inclusive deu a solução para o problema: se o óculos escuro tinha grau, era só fazer um igual. Falou para irmos até a ótica com o cartão do hotel e pedir para alguém ligar para ela explicar a situação, já que ninguém por ali fala inglês.

Inacreditavelmente o lugar estava aberto e depois de muito custo conseguimos explicar para o turco que ele tinha de ligar naquele número. Mais inacreditavelmente ainda foi que uma hora depois estava com um óculos novinho e enxergando tudo novamente. A Dee Dee, a americana, acabou sendo a nossa salvadora e prometemos mandar café do Brasil, porque ela não curtia o café da Turquia. Assim que voltamos, compramos uns dez pacotes de marcas variadas no mercado e enviamos para ela.

Até hoje trocamos alguns e-mails com a Dee Dee, que virou praticamente uma santa padroeira das nossas viagens!

Desculpem pela qualidade da foto, mas é a única que temos provando que o óculos estava no bolso.


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