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Visitar Machu Picchu é incrível
Publicado em: 14/08/2015

É difícil não pensar em Machu Picchu quando falamos do Peru, ainda que Lima e Cusco sejam surpreendentemente legais e interessantes para qualquer pessoa. Mas não tem como negar que a cidade perdida dos incas é realmente o highlight da viagem. Por mais óbvio que seja, temos que falar sobre a beleza e a energia daquele lugar. A primeira vez que você vê as ruínas é impressionante, e automaticamente sente que tem alguma coisa diferente no ar, seja lá no que você acredita. Neste momento dá até para esquecer um pouco do perrengue que foi até chegar ali, porque não é assim tão fácil.

O dia começou às 4 horas da manhã, porque tínhamos de pegar uma van para ir até Ollantaytambo de onde sai o trem que leva até Águas Calientes, cidade no pé da montanha de onde está Machu Picchu. De Cusco até Ollantaytambo são quase duas horas de carro, e depois você fica mais duas horas no trem. Na hora de escolher o trem - há várias opções de acordo com o que você quer gastar e o conforto que espera -, optamos pelo Vistadome. O vagão é super confortável e ainda servem um café da manhã enquanto você fica olhando a paisagem, que é linda. O trem tem janelas bem grandes e uma parte do teto de vidro, proporcionado uma vista panorâmica do caminho.

Chegando em Águas Calientes ainda é preciso pegar mais um ônibus para subir até Machu Picchu (a pronúncia correta é algo como Pickxú, porque se você não enfatizar o c mudo, estará se referindo ao pênis do barão, conforme explicou nossa guia). Este momento é meio tenso, porque os motoristas não aliviam e a estrada fica praticamente à beira do abismo. A cada curva era uma emoção e torcida para o freio funcionar. Para descer foi muito pior, porque daí o ônibus pega ainda mais velocidade. Mas deu tudo certo e foi uma emoção extra à visita.

A entrada é um pouco caótica, porque a quantidade de turistas é impressionante. A guia que nos acompanhou disse que em dias como aquele, que não estava lotado, são aproximadamente 3 mil pessoas - nos mais cheios chega a 5 mil. A história de você carimbar o passaporte é engraçada: todo mundo comenta para você não esquecer o passaporte porque é legar ter o carimbo de Machu Picchu, daí imaginamos que seria uma coisa organizada, com alguém responsável e tal. Longe disso. Você passa a catraca e vê uma mesinha num canto, com um carimbo. Daí é só chegar lá e você mesmo carimba o passaporte. Claro que é legal, mas achamos que seria mais glamuroso ou tivesse algum significado ou explicação diferente, mas na prática é um souvenir de que você esteve ali.

A visita inteira leva mais ou menos duas horas, com algumas paradas estratégicas à sombra para a guia explicar um pouco sobre a história e costumes do povo inca. Ver as construções cheias de pedras gigantes faz pensar bastante em como eles conseguiram fazer tudo aquilo sem a tecnologia que conhecemos atualmente. Daí vem aqueles teorias sobre alienígenas e tal, ainda que a nossa guia não tenha mencionado nada disso.

Tudo impressiona, mas o mais incrível é a posição geográfica. Machu Picchu fica literalmente nas alturas, os picos são muito altos e lá de cima parecem ainda maiores.

Para voltar a Cusco ainda tivemos muita sorte: nossa passagem de trem estava marcada para as 16h30, e a visita terminou por volta do meio dia. Como Águas Calientes não tem muita coisa para fazer, ficamos meio desesperados em esperar tanto tempo. Fomos até a estação e, depois de 40 minutos de fila, conseguimos trocar o ticket para as 13h40, uma tremenda sorte - ou vontade dos incas, já que estávamos ali.

No próximo post vamos dar dicas valiosas para você fazer uma visita sem problemas em Machu Picchu. Clique aqui para vê-las.


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