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Histórias de viagem: a Silvia e os banheiros
Publicado em: 20/08/2015

Quem vai contar a história de viagem desta vez é a Silvia, que fala sobre a relação - conturbada, digamos - com banheiros mundo afora.

Apesar de sempre viajar com o Cesar, crio certas fobias. Acho que estão relacionadas ao fato de estarmos sozinhos e só poder contar um com o outro. Uma das piores é de banheiros públicos, especificamente medo de ficar trancada. Isso deve acabar atraindo, porque é batata: parece que todo sanitário está com a fechadura meio emperrada - sem contar a questão da higiene.

Por hábito, dou uma olhada se a fechadura está funcionando antes de trancar a porta e, quando fico em dúvida, deixo apenas encostada. E foi justamente por isso que me trancaram em um banheiro de restaurante no Marrocos. Agora até é engraçado, mas na hora fiquei bem nervosa.

Como a porta do lugar não parecia muito segura para trancar, deixei encostada e fiquei atenta, mas um minuto depois entrou uma faxineira e me trancou pelo lado de fora. Não faço ideia do motivo pelo qual tinha uma tranca do lado de fora. Imaginem meu maior medo acontecendo e não tinha como abrir a porta. Por sorte, muita sorte mesmo, o Cesar também estava usando o banheiro e quando saiu ouviu meus gritos. Se não fosse por ele, sabe-se lá quando eu iria conseguir sair.

Eu acho que uma das grandes roubadas em viagem é não ter um banheiro por perto quando precisamos de um. Bares ou cafés costumam ser boas opções, mas não é sempre possível usar o toalete sem comprar uma água. Uma dica: fujam dos McDonald´s, porque em qualquer lugar do mundo sempre são os mais sujos, ainda que dê para usá-los sem comprar nada.

Outra situação inusitada aconteceu também no Marrocos. Andamos muito pelas medinas (clique aqui para ler) e apesar de parecer com o centro de qualquer cidade, não existem cafés e bares. O jeito era recorrer aos banheiros de lojas. Numa delas, apesar de limpo, a descarga era um balde de água. Isso torna qualquer viagem exótica!

No quesito banheiro sujo, não podemos esquecer do show do Morrissey, na Espanha, talvez o banheiro mais fedido que já entrei. (clique aqui para ler).

Uma exceção neste assunto é Amsterdam. Nas ruas da área central é comum ver uma “loja banheiro”, digamos assim. É um banheiro privado que você paga alguns Euros (na época em que estivemos lá custava 2 Euros) e pode usar à vontade. O lugar é super limpo e ideal para quem está andando pela cidade.

Taí um exemplo, ou oportunidade de negócio, que deveria existir em todos os lugares.


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