Menu
 


Banner
A melhor cerveja do mundo
Publicado em: 27/08/2015

dogfishhead

A história de viagem desta vez é do Cesar, sobre a melhor cerveja do mundo que ele não lembra de ter tomado.

Quando definimos o roteiro de uma viagem para New York em 2013, dei um jeitinho de incluir uma visita à cervejaria Dogfish Head, instalada na cidade de Milton, há umas duas horas de carro de Manhattan. As cervejas deles dificilmente chegam ao Brasil e são consideradas muito boas. Como nunca havia provado nenhuma, essa era a oportunidade perfeita. Agendei a visita com bastante antecedência e a ansiedade só crescia antes do embarque.

Chegamos a New York super cedo, pegamos o carro e fomos direto para a cidade de Milford, vizinha de Milton, onde reservamos um hotel. Milton é tão pequena que nem hotel tem! Almoçamos com calma, demos uma voltinha e ficamos fazendo hora até a visita. Resultado: a Silvia se confundiu e atrasamos 30 minutos. Pegamos a visita do meio para o final, mas deu para conhecer uma boa parte da fábrica. Como de praxe, após o tour é o momento de provar as cervejas, e foi aí que a coisa começou a ficar complicada para mim.

Na entrada você ganha quatro vale-cervejas para degustar na tasting room. A quantidade de cerveja nem é tão grande assim, porque servem você num copinho de plástico, mas como a Silvia não é muito fã, acabei tomando oito, porque queria provar os estilos diferentes. Detalhe: isso em menos de 30 minutos. Devia estar tão animado - e não bêbado, certo? - que convenci o atendente a nos mostrar a parte da fábrica que perdemos no início da visita. Detalhe dois: não lembro de quase nada.

Da fábrica seguimos para o pub da própria Dogfish Head, onde iríamos jantar e, claro, provar mais algumas cervejas. Assim que cheguei não acreditei: uma lousa com uns 20 estilos disponíveis, todos na pressão e super frescos. Optei por fazer a degustação e escolhi - com dor no coração - cinco estilos. A quantidade total deve ter sido de um litro, e nem é tão absurda assim. No entanto, duas coisas fizeram muita diferença: o que eu já havia provado na fábrica e o teor alcoólico das cervejas, a maioria acima de 6%. Uma Brahma, por exemplo, tem 4,7%.

Um parêntese importante: apesar de gostar muito de cerveja, eu não consigo tomar grandes quantidades. Geralmente, estou super satisfeito com uma garrafa de 330 ML, e dificilmente consumo muito além disso, mas neste dia . . .

Entre os muitos efeitos desta festa para mim, dois são os principais: uma madrugada inesquecível passando muito mal com inúmeras visitas ao banheiro para vomitar; e o pior de todos: não lembro absolutamente de nenhuma das cervejas que eu provei!

Até hoje tenho sentimentos conflitantes sobre isso: não sei se me arrependo de ter exagerado e não lembrar de nada, ou se fico feliz de ter provado uns 10 estilos diferentes de uma cerveja que não encontramos no Brasil, mesmo sem ter os aromas e sabores na memória.

Para mim, sem dúvida alguma, as cervejas da Dogfish Head são as melhores do mundo que eu não lembro de ter tomado.


Comentários

Este post ainda não recebeu nenhum comentário. Seja o primeiro!

Comentar