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Cunha: cerâmicas e Fuscas no interior
Publicado em: 29/09/2015

Geralmente quando vamos dar dicas de um determinado lugar falamos sobre coisas para ver e fazer, mas no caso da cidade de Cunha, a 230 quilômetros de São Paulo, tem algo que você vai ver com certeza – a gente falando ou não: Fuscas! É impressionantemente grande a quantidade desse carro circulando pela cidade, cujo número per capita deve ser o maior do mundo.

Dito isso, vamos ao que interessa.

Cunha tem um pouco mais de 20 mil habitantes e é super simpática, com todos os adjetivos e clichês possíveis para descrever uma cidade do interior de São Paulo, incluindo um sistema de som da Igreja Matriz com informações gerais, como por exemplo, que os documentos do Henrique de Souza Marinho estão no achados e perdidos. Mais interior impossível!

Às vezes esquecemos que viajar para lugares perto de onde moramos pode ser uma experiência bem legal também. Ficamos apenas 24 horas por lá, mas foi o suficiente para conhecer boa parte das atrações, que são basicamente as cerâmicas, cachoeiras, pedras e paisagens naturais, um centro super pequeno e uma cervejaria (clique aqui para ler).

Pousada dos Girassóis
Apesar de a cidade ser pequena, o que não falta são opções de hospedagem. Escolhemos a pousada dos Girassóis, bem simples mas confortável, lembrando inclusive aquelas casas antigas de chácaras que visitamos na infância.

O dono toma conta praticamente sozinho dos seis chalés e ainda se arrisca na cozinha. Como a pousada não é bem no centro, optamos por jantar ali mesmo, e o senhor Edir colocou a mão na massa – literalmente – e nos serviu um espaguete com shimeji bem gostoso.

Nosso chalé tinha uma varanda com rede e vista para um lago. O mais bacana foram os barulhos da roça: sapos, pássaros, galinhas, galos, vacas e mais um monte de bicho que a gente não sabe o que é cantando, rosnando e por aí vai de noite até o amanhecer.

O único porém da pousada é o horário do café da manhã: a partir das 8h30. Para nós, que temos o hábito de acordar super cedo, foi difícil ficar fazendo hora até tudo começar a ser servido. Mas tirando isso o local é super honesto e vale como uma ótima opção para ficar hospedado.

Lavandário
O lavandário é lindo, com a plantação no topo de uma montanha de onde é possível ver o sol indo embora no horizonte – não vimos isso porque o dia estava nublado, mas dá para imaginar que é bem bonito.

Lá você encontra tudo o que puder imaginar produzido com lavanda: chás, óleos essenciais, cosméticos e até sorvete. A visita vale a pena para tomar um chá aproveitando a vista da plantação e da serra, sem contar o cheirinho de lavanda. Também é possível agendar vários tipos de tratamento corporais feitos à base da planta.

La Taverne Bistro
Este foi um dos locais recomendados em vários sites e pelo próprio pessoal da cidade. O lance do restaurante é que todos os pratos usam algum tipo de cogumelo como ingrediente principal, o que acaba sendo bem interessante. O ambiente é rústico e aconchegante. O legal é que o cardápio muda de acordo com a estação, então aproveitamos para praticamente inaugurar o menu de primavera.

Optamos por uma salada da horta de entrada e polenta com shimeji, ambos bem gostosos. Os pratos principais foram paella negra de cogumelos e shitake com purê e arroz com damascos e figo. Para a sobremesa dividimos um salame de chocolate, que estava ótimo também. O bacana é que o restaurante fica perto da cervejaria local e é possível provar a cerveja super fresca.

Cerâmicas
O grande atrativo de Cunha são as cerâmicas. Por toda a cidade há placas com nomes indicando direções e é até um pouco difícil escolher qual atelier visitar, mesmo com as recomendações do pessoal. A história da cidade com a cerâmica começou em 1975, quando um grupo de hippies descobriu que o barro tinha uma ótima qualidade para moldar peças.

No mesmo ano, chegou à cidade uma de suas ceramistas mais famosas: Mieko, que divide o atelier com o marido Mário. O espaço deles é super agradável e há peças para todos os gostos – nem sempre para todos os bolsos. De longe, ao menos do que tivemos oportunidade de conhecer, são os dois ceramistas mais artísticos da cidade, com peças de design, cujas cores e formas são bem diferentes do que estamos acostumados a ver por aí.

Também visitamos um dos lugares mais famosos por lá: o Suenaga Jardineiro. As peças também são bonitas – não tanto quanto da Mieko -, mas há opções mais em conta caso você realmente queira comprar alguma coisa.

Café Capril e Tudo da Roça
Os dois estabelecimentos ficam à beira da estrada que dá acesso a Cunha. O Café Capril é interessantíssimo porque você tem a oportunidade de ver cabras e ovelhas aos montes, além é claro de comprar os produtos derivados do leite. O espaço onde ficam as cabras é aberto para a visitação e, se você tiver a mesma sorte que a gente, de a Cleidiane atendê-lo, vai se divertir demais com ela. Além do sotaque do interior, ela pega as cabras filhote no colo sem nenhuma cerimônia e se esforça ao máximo para explicar sobre os bichos.

O Tudo Lá Roça é uma espécie de empório rural, com doce de leite, goiabada, rapadura, café, biscoitos, pimentas em conserva e mais um monte de coisa, praticamente tudo produzido ali mesmo. É daqueles lugares que você entra e tem vontade de comprar tudo para levar para casa.


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