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Cervejaria Wolkenburg em Cunha
Publicado em: 07/10/2015

Um dos pontos mais famosos de Cunha sem dúvida é a cervejaria Wolkenburg. Mesmo para que não gosta de cerveja, o lugar é uma ótima opção de visita e passeio. Ela fica na estrada que dá acesso à Pedra da Macela e está instalada em um sítio muito bonito, com verde para todos os lados.

Os responsáveis são o Thomas e sua esposa Heike, ambos super simpáticos. Eles mesmos recebem as pessoas, já oferecendo uma degustação dos quatro rótulos produzidos ali mesmo. A Wolkenburg pode ser chamada de uma nano cervejaria, porque sua produção é bem pequena. São dois tanques de fermentação de 300 litros cada, o que numa conta bem simples dá mais ou menos 1,2 mil litros por mês.

Eles estão no mesmo espaço desde 2006, quando saíram da Alemanha rumo ao Brasil. O próprio Thomas ainda tem um sotaque bastante carregado e quando quer falar alguma muito rápido as palavras em português fogem um pouco.

Bom de papo
O Cesar levou uma cerveja para ele e os dois emendaram uma conversa cervejeira que durou umas duas horas. O Thomas estava brassando – processo inicial da produção de cerveja – e os dois ficaram ali perto da cozinha batendo um papo. O alemão não contou todos os segredos envolvidos nas receitas e no processo, mas deu bastante informação sobre a cervejaria.

Os quatro estilos produzidos por ele não são muito fáceis de definir de acordo com guias de estilo. As receitas, contou Thomas, são todas alemãs e quase milenares. Ele segue rigorosamente todas da mesma maneira que estão documentadas há décadas. Os nomes das cervejas são Fit (uma pilsen super leve), Helles (que não é do estilo Helles, mas sim uma Weizen, cerveja de trigo), Landbier (receita com influência inglesa e mais amarga) e Dunkel (talvez a mais próxima do próprio estilo chamado Dunkel). Todos são engarrafados e não são pasteurizados, o que deixa a cerveja com a qualidade muito maior e pode, inclusive, ser chamado de chope engarrafado. (Curiosidade: a legislação brasileira considera que cerveja não pasteurizada é chope, seja servida em garrafa ou barril. Agora, se foi pasteurizada, tem de ser obrigatoriamente chamada de cerveja, também não importando se está engarrafada ou sendo servida em barril).

Independentemente desta aparente falta de rigor quanto à classificação das cervejas, elas são ótimas e super bem feitas. Claro que para dois beer sommeliers é automático fazer uma análise sensorial e tentar enquadrar a cerveja num estilo conhecido, mas a verdade é que degustando ali, com uma vista incrível, batendo papo e tal, isso é o que menos importa.

Cerveja tem de ser boa
Essa é uma das lições aprendidas com o Thomas: o importante é a cerveja ser boa e ponto. O exemplo da Wolbenburg pode ser uma boa lição para o mercado cervejeiro brasileiro, que muitas vezes afasta os novos consumidores por vestir-se com uma capa de pretensão em relação ao que está bebendo e produzindo. Talvez falte simplicidade para muitos deste mercado, o que resultaria em mais pessoas querendo e sentindo-se à vontade para experimentar coisas novas, sem ter medo de falar alguma besteira ou sentir-se inferior pela suposta sabedoria de muitos por aí.

Além de provar a cerveja ali mesmo, você pode levar as garrafas para casa. Cada uma custa R$ 16.


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